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Mostrando postagens de 2026

O paradoxo da inclusão: O Estado financia a segregação?

O Brasil repete há décadas o discurso da inclusão, mas, na prática, o cenário é oposto: milhões de reais do dinheiro público são destinados anualmente para manter instituições separadas, como as APAEs. Essa contradição estrutural impede que o país avance rumo a um sistema universal e acessível. Anualmente, uma enxurrada de recursos públicos flui para o caixa dessas instituições privadas e filantrópicas por meio de convênios, repasses federais e emendas parlamentares impositivas. Enquanto esse modelo paralelo recebe blindagem financeira constante, a escola pública do seu bairro agoniza: faltam mediadores, salas de aula não têm acessibilidade básica e professores não recebem formação para a educação inclusiva. A bancada da separação: Preconteito fantasiado de assistência Essa distorção orçamentária é ativamente defendida e alimentada por deputados e políticos de vertentes conservadoras. Sob o pretexto de prestar "assistência", parlamentares com visões capacitistas e prec...

A Infantilização da Pessoa com Transtorno Mental: Controle, Capacitismo e Silenciamento

A sociedade ainda trata muitas pessoas com transtornos mentais como se fossem incapazes de pensar, decidir ou participar da própria vida. Essa prática, conhecida como infantilização, é uma das formas mais comuns de capacitismo contra pessoas com deficiência psicossocial. Infantilizar não significa apenas “tratar como criança”. Significa retirar autonomia, desacreditar opiniões, controlar escolhas e reduzir a pessoa à sua condição de saúde mental. Muitas vezes isso acontece de forma disfarçada de proteção. Frases como: “Você não entende dessas coisas.” “Estamos decidindo por você para o seu bem.” “Ele não sabe o que quer.” “Ela não tem condições de opinar.” podem parecer cuidado, mas frequentemente funcionam como mecanismos de controle social e familiar. A pessoa passa a ser vista como alguém permanentemente incapaz, mesmo ...