O Brasil repete há décadas o discurso da inclusão, mas, na prática, o cenário é oposto: milhões de reais do dinheiro público são destinados anualmente para manter instituições separadas, como as APAEs. Essa contradição estrutural impede que o país avance rumo a um sistema universal e acessível. Anualmente, uma enxurrada de recursos públicos flui para o caixa dessas instituições privadas e filantrópicas por meio de convênios, repasses federais e emendas parlamentares impositivas. Enquanto esse modelo paralelo recebe blindagem financeira constante, a escola pública do seu bairro agoniza: faltam mediadores, salas de aula não têm acessibilidade básica e professores não recebem formação para a educação inclusiva. A bancada da separação: Preconteito fantasiado de assistência Essa distorção orçamentária é ativamente defendida e alimentada por deputados e políticos de vertentes conservadoras. Sob o pretexto de prestar "assistência", parlamentares com visões capacitistas e prec...